| FIG. 1 - Modelo atómico de uma molécula de glicerina (propanotriol) |
MATERIAIS:
- Bicarbonato de sódio (NaHCO3)
- Sal de cozinha fino (NaCl)
- Glicerina
- Água (H2O)
PROCEDIMENTO:
- Juntar 1 colher de sal com 3 colheres de bicarbonato de sódio numa tina ou gobelé pequeno.
- Adicionar glicerina e água em partes iguais, mexendo sempre, até atingir a consistência de uma pasta dos dentes.
- Juntar, se desejado, corantes ou aromatizantes, para dar cor e sabor à pasta de dentes.
(Nota: Caso a mistura esteja muito líquida, juntar mais sal e bicarbonato de sódio. No caso contrário, adicionar água e glicerina.)
EXPLICAÇÃO TEÓRICA:
Nesta pasta de dentes, o reagente protagonista é, sem dúvida, o bicarbonato de sódio. Esta substância multifacetada, usada nos extintores e como agente levedante na cozinha, é também conhecida pelas suas propriedades abrasivas, branqueadoras, estando presente em quase todos os produtos dentífricos. Esta experiência é, assim, uma forma prática e barata de produzir uma pasta de dentes muito eficaz!! E ainda podemos escolher o nosso próprio sabor...
- Com uma proveta, medir 40 mL de água oxigenada e verter para uma matraz.
- Adicionar 15 mL esguichos de Fairy concentrado e umas gotas do corante à matraz.
- Numa tina pequena, preparar uma solução saturada ( cerca de 30 mL) de iodeto de potássio.
- Por fim, e na banca ou num recipiente, juntar rápido a solução saturada à matraz e afastar-se rapidamente.
VÍDEO:
EXPLICAÇÃO TEÓRICA:
Nesta experiência, apenas sucede a decomposição do peróxido de hidrogénio em água e oxigénio gasoso, reação cuja equação química é:
2 H2O2(aq) → 2 H2O(l) + O2(g)
No entanto a solução de iodeto de potássio, que contém o ião iodeto, serve de catalizador que precipita rapidamente a reação de decomposição que liberta oxigénio, gás esse aprisionado pelo Fairy, o que resulta na espuma final, conforme as equações:
H2O2(aq) + I-(aq) → OI-(aq) + H2O(l)
H2O2(aq) + OI-(aq) → I-(aq) + H2O(l) + O2(g)
![]() |
| FIG. 3 - Montagem experimental requerida para esta atividade. |
MATERIAIS:
- Um urso de goma (ou outra goma com tamanho similar)
- Clorato de Potássio (KClO3)
PROCEDIMENTO:
- Montar um suporte experimental como demonstrado na figura 3.
- Colocar um pouco de clorato de potássio (como na figura 3) com a ajuda de uma espátula.
- Colocar uma lamparina debaixo do tubo de ensaio e esperar para que o pó funda.
- Quando o clorato já se encontrar no estado líquido, adicionar a goma com uma pinça e afastar-se imediatamente.
(Nota: Esta atividade é deveras perigosa, daí que aconselhamos vivamente o uso de luvas e óculos de proteção. Realizar apenas no laboratório e com a assistência do professor de Química)
VÍDEO:
EXPLICAÇÃO TEÓRICA:
Nesta experiência temos presente uma reação de oxidação-redução. O clorato de potássio, sendo um oxidante forte, reage com o açucar, facilmente oxidado, o que leva à reação explosiva que se verifica e que pode ser traduzida pela seguinte equação:
2KClO3(l) → 2KCl(s) + 3O2(g)
C12H22O11(s) + 12O2(g) → 12CO2(g) + 11H2O(l) + calor
Esta experiência, de execução e explicação nada complicada, pode
ser usada como introdução ao estudo das reações de oxidação redução, ou para
fins menos nobres, como assustar uma criança dizendo-lhe que comer gomas pode
não ser lá muito bom...
![]() |
| FIG. 4 - Representação da cor do indicador de couve roxa quando misturado com várias substâncias do quotidiano. |
MATERIAIS:
- Couve roxa (cerca de 2 folhas)
- Água
- Amostra de detergente amoniacal
PROCEDIMENTO:
- Cortar as folhas de couve roxa em tiras ou pedaços de dimensão reduzida e reservar num frasco.
- Levar à fervura 250 mL de água e verter no frasco, por cima dos pedaços de couve.
- Deixar o preparado arrefecer até atingir a temperatura ambiente e depois colocar no frigorífico.
- Por fim, testar este indicador com o sumo de limão (ácido) e o detergente amoniacal (básico).
VÍDEO:
EXPLICAÇÃO TEÓRICA:
A couve roxa contém um pigmento denominado flavina, que muda de cor conforme a presença de ácidos ou bases. A junção da água a ferver à couve provoca a extração e dissolução da flavina na água, obtendo-se assim uma solução deste pigmento. Esta mistura pode, assim, ser usada como indicador de pH de uma substância (sendo ácida a substância com pH menor que 7 e básica maior que 7, a 25 ºC), uma vez que a solução muda de cor, conforme o ilustrado pela figura 4.
![]() |
| FIG. 5 - Diferença de densidades entre a maçã e a batata. |
MATERIAIS:
- 250 g de maçã descascada e sem caroço
- 250 g de batata descascada
- Recipiente alto e transparente
- Faca para descascar
PROCEDIMENTO:
- Descascar as maçãs e as batatas em pedaços do mesmo tamanho e misturá-los numa tigela de modo a não se distinguirem visualmente .
→ Para isto, aconselha-se o uso de uma maçã madura, de modo a que a cor da polpa seja o mais parecida com a da batata . - Posto isto, colocam-se os pedaços na água. Alguns ficarão a flutuar, enquanto que outros se afundarão. Desta forma já é possível distinguir e separar a maçã da batata, devido à sua diferença de densidade.
EXPLICAÇÃO TEÓRICA:
As maçãs e as batatas são compostos por diferentes materiais (a maçã por água, lípidos e proteínas a batata por água e amido, um polissacarídeo). Devido a estas diferenças e ainda a outras dissemelhanças no que toca à forma como estão constituídos, a maçã é menos densa que a água, daí flutuar. Por oposição, a batata é mais densa, o que provoca a sua submersão.
- Álcool etílico
- Água
- Azeite
- Corante vermelho e verde
- Um copo alto transparente
- Um copo normal
PROCEDIMENTO:
- Colocar água num copo transparente, não mais de 2 dedos de altura.
- Adicionar à água uma gota de corante vermelho e misturar.
- Com o copo inclinado, verter o azeite, de modo a que fique uma camada de 1 dedo de espessura.
- Num copo à parte misturar um pouco de álcool etílico com uma gota de corante verde.
- Com o copo inclinado, verter o álcool colorido por cima do azeite, com muito cuidado para que o primeiro não se misture com a água.
EXPLICAÇÃO TEÓRICA:
A propriedade dos materiais que permite aqui a separação dos diferentes componentes da bandeira é a densidade. A água é o material mais denso de todos, pelo que permanece no fundo e não se mistura com o azeite. Este, por ser hidrofóbico, ou seja, não se associa à água, e também por ser menos denso do que esta mas mais denso que o álcool, permanece no centro da bandeira. O álcool, por fim, resta no topo da bandeira, já que é o menos denso dos dois componentes já colocados.
MATERIAIS:
- Água oxigenada
- 1 batata
- Dióxido de manganês
- Permanganato de potássio
- 1 balão de fundo plano
- Conjunto suporte universal + noz + garra
- 2 espátulas
- 1 faca
- 2 tubos de ensaio + suporte
- 1 funil pequeno
PROCEDIMENTO:
- Verter água oxigenada nos tubos de ensaio, com a ajuda do funil, mais ou menos até atingir dois centímetros de altura (!! CUIDADO!! A água oxigenada a esta concentração provoca uma reação em contacto com a pele).
- Cortar pedacinhos pequenos de batata e colocar num dos tubos de ensaio. Esperar cerca de 30 s e observar o que sucede.
- No segundo tubo de ensaio, deitar uma espátula pequena de dióxido de manganês. Observar o que sucede.
- Prender o balão de fundo plano no conjunto de suporte.
- Verter cerca de 10 mL de água oxigenada no balão.
- Com os óculos de segurança, verter uma espátula de permanganato de potássio no balão, tendo cuidado para que a mão não fique perto do bocal do balão de fundo plano. Observar o que sucede.
EXPLICAÇÃO TEÓRICA:
A água oxigenada não é nada mais que água normal que contém mais um átomo de oxigénio na sua constituição molecular. No entanto, este oxigénio liberta-se naturalmente ao longo do tempo. Nesta experiência, usamos diversos catalisadores (catalase da batata, dióxido de manganês e permanganato de potássio) para acelerar a reação de libertação do oxigénio, de forma cada vez mais rápida e violenta. O resultado é a libertação de uma nuvem espetacular!!!





Sem comentários:
Enviar um comentário